Desejo um 2021 mais simples.
Que os nossos sonhos tenham o tamanho dos nossos braços, e que a circunferência do nosso abraço possa ser ampliada por novos e belos laços.
Que tenhamos a intenção de proporcionar novos encontros, presenciais e protegidos ou imaginários e despreocupados.
Que a ambiguidade que nos envolve também possa nos proteger. Que possamos ver, sentir ou acreditar nesta proteção.
Que não desejemos a perfeição, mas a inteireza. E se formos anormais, que seja para nossa preservação, e pelo adequado tempo de adaptação, mesmo que isso represente um necessário descompasso em nosso conhecido e normal caminhar diário.
Desejo que possamos colecionar boas lembranças, imagens e histórias, que elas figurem em nossa memória em 2022, e que possam vir ao nosso socorro quando for importante aquecer o coração.
Desejo que possamos, diante das durezas da vida, rimar, transformar, e diante de conflitos, paradoxos e forças opostas, um terceiro e possível caminho de paz encontrar.
Desejo coragem e alegria para fazer o que precisa ser feito no dia-a-dia. Desejo, também, retidão para aceitar o que a nós individualmente não nos cabe nenhuma ação, e diante desta impotência individual, que saibamos buscar um caminho de conexão com uma força maior, ou com outras almas que imbuídas do mesmo propósito, possam tornar nossa pequena força, a força maior.
Desejo objetividade, conhecimento e discernimento, no exercício das atividades em cada uma das áreas da ciência ou dos negócios aos quais você se dedica. Desejo que haja trabalho, pois quem é da terra, sabe o momento da proza e da poesia, da cantoria e da magia, mas sabe também, discernir quando é a razão e o pé no chão que dita o ritmo do dia.
Desejo um 2021 de simplicidade, semeadura, colheita e pequenas celebrações.