Quanta dor o Analista consegue “no vaso” acolher ?
Talvez a mesma proporção do belo, que no processo ele consegue ver.
CONSCIÊNCIA
Ela brotava.
Vagarosamente, surgia.
Como lágrimas em um rosto,
Um belo vale no meio do peito
Ela abria.
Poderia com ela,
Um instrumento
Para a guerra
Erguer.
Mas escolhia para ela,
Do vale, bainha fazer.
Esperava um dia,
Que o amarelo da haste
Transmutado em sol,
Trouxesse ao vale
O perfume e o amarelo
Do lírio e do girassol.