Vivemos, como chamam os filósofos, numa época pós moderna. Para os economistas entramos na 4ª. revolução industrial e para homens e mulheres de negócios vivemos num mundo VUCA.
Qualquer que seja a sua perspectiva, é impossível discordar do fato de que vivemos uma era sem precedentes, um tempo que guarda apenas a lembrança de uma época na qual os eventos futuros poderiam ser previstos pelas marcas dos acontecimentos passados.
Vivemos uma era na qual tudo se processa muito rápido, e nosso equipamento psíquico está trabalhando para se ajustar. Algumas vezes, porém, a demanda externa é intensa e vem simultaneamente de vários aspectos de nossa vida: trabalho e carreira, família e relacionamentos afetivos, relacionamentos sociais presenciais ou virtuais. Outras vezes o chamado para uma mudança vem de um desconhecido e profundo lugar interno que não reconhecemos.
Como seres humanos somos habitados por uma memória ancestral que parece resistir à velocidade do tempo atual, e ao mesmo tempo somos chamados para uma vida contemporânea que nos convida à autorrealização.
O sentimento pode ser de dúvida e divisão.
Parece que vivemos uma cisão entre o ancestral e o vir a ser, e algumas vezes o chão do momento presente nos falta para dar o próximo passo ou salto.
O sentimento pode ser de tédio e vazio.
Com maior ou menor sofrimento e estranhamento, cada homem e mulher contemporâneo escreve a sua história e cumpre as tarefas de sua jornada.
O sentimento pode ser de solidão, de euforia e às vezes oscila entre um e outro.
Em função dos vários sentimentos e anseios que permeiam os homens e mulheres contemporâneos, e da pujante necessidade de ação em relação às demandas atuais é que a psicoterapia e a análise psicológica se fazem cada vez mais necessárias.
Neste mundo, onde tudo parece estar sendo reinventado a cada momento, semear-se e seguir adiante é necessário.
Sandra Souza é psicóloga clínica, com abordagem Junguiana e atende adultos, em especial os que enfrentam momentos de transição de vida.